A importância de pertencer a uma Júnior Empresa

Serão os conhecimentos teóricos transmitidos em contexto de sala de aula suficientes para a integração dos jovens no mercado de trabalho?

Em pleno séc. XXI, o diploma de uma licenciatura não detém o impacto colossal que possuía, outrora, no momento da abordagem ao meio profissional. O número de licenciados tem aumentado a um ritmo absolutamente frenético, pelo que estes diplomas se tornaram cada vez mais banalizados e menos distintivos.

De facto, vivemos num mundo em que a verdadeira distinção não se traduz apenas em excelência académica, mas sim na complementaridade entre o meio estudantil e a introdução ao meio empresarial, que nos é possibilitada através da experiência única e tão enriquecedora que é fazer parte do movimento júnior.

Este movimento de empreendedorismo jovem, fundado no ano de 1967, na cidade de Paris é, inquestionavelmente, o movimento do setor com maior representatividade em todo o Mundo. Encontra-se presente em mais de 40 países e está representado por mais de sessenta e duas mil júnior empresas difundidas pelo globo. Tem como grande objetivo estimular os jovens para que procurem ser agentes ativos de mudança.

Portugal conta já com a presença de 19 júnior empresas, de Norte a Sul do país, totalmente constituídas por estudantes universitários. Estas empresas, que, teoricamente, por serem totalmente constituídas por jovens universitários, poderiam ser descredibilizadas aos olhos de muitos clientes, apresentam um enorme grau de atratividade pelo reduzido preço dos seus serviços aliado ao profissionalismo, comprometimento e boas práticas de mercado pelas quais se regem.

É inegável que estas organizações promovem projetos extremamente valiosos para o mercado e para a sociedade. Mas não só. De uma forma simples e concisa, esta é uma oportunidade que permite o desenvolvimento constante de competências transversais numa caminhada conjunta em prol de um objetivo comum: o crescimento sustentável da júnior empresa.  

Tudo se inicia com o processo de recrutamento, onde os jovens começam a sentir na pele um pouco da realidade do mercado de trabalho e põem à prova as suas competências pessoais afim de se tornarem parte integrante da organização. Já dentro desta, abrem-se portas para superar novos desafios, trabalhar em equipa, estimular a proatividade, inovar com o desenvolvimento de projetos, assumir cargos de liderança e desenvolver competências mais subtis que tornem o perfil de cada jovem mais singular e completo.

No contexto empresarial júnior é estabelecido o contacto direto com clientes reais onde os jovens têm a oportunidade de dar a conhecer o seu trabalho e competência e, ao mesmo tempo, aumentar a sua rede de contactos. Este networking torna-se, muitas vezes, numa componente vital para alcançar o futuro sucesso profissional.

Contudo, ser parte de uma júnior empresa não é ser apenas uma peça essencial num determinado processo produtivo. É estabelecer amizades, criar ligações, construir memórias. É unir esforços nos momentos de trabalho e procurar sair da zona de conforto. É motivar e ser motivado por algo tão superior a qualquer individualidade. É fazer parte de um grupo que nos proporciona momentos absolutamente inesquecíveis. 

Queremos tornar-nos jovens empreendedores, futuros líderes, repletos de ideias inovadoras que realmente criem impacto nas organizações e na sociedade. Procuremos preterir “o mais cómodo e desinteressante” e abraçar oportunidades verdadeiramente desafiadoras.

Está na hora de “sair do sofá” e marcar a diferença!

Henrique Mota

Henrique Vicente Mota

Autor

Nota: Todos os artigos revelam a opinião do autor e não da FEP Junior Consulting. O objetivo primordial é incentivar o sentido crítico dos nossos membros.

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